Dia 24 - 22/09/2018
Dia da semana: sábado
Local: Munique/Alemanha
Hospedagem: AirBNB
Lugares obrigatórios: OktoberFest

Mal virou o dia de sexta para sábado e eu já estava acordando numa ansiedade gigantesca. Por volta das 3 da manhã parti para o aeroporto, me despedindo de Bruxelas rumo à Munique. Chegava a última semana da viagem, e propositadamente guardei esse período pra fechar com chave de ouro curtindo o maior evento cervejeiro do mundo, a OktoberFest, além de ser um evento obrigatório, foi um dos principais motivos da viagem, muito do roteiro foi montado a partir disso.

No aeroporto tomei aquela cerveja enquanto aguardava o embarque às 6:30 só para manter o ritmo. 

A viagem era muito rápida, pousei em Munique às 8:00, e já fui logo colocar em prática minhas habilidades adquiridas nos demais países em utilizar transporte público. Com aquele velho apoio do google maps peguei o metrô que me deixava a 600 metros do local de hospedagem.

Aqui vale uma observação sobre a hospedagem em Munique. Enquanto fazia meu planejamento da viagem, ainda no Brasil, tinha outros planos para Alemanha, passeando em várias cidades, o que mudou mais perto da partida para Europa, e resolvi ficar somente em Munique, dessa forma acabei tendo que dividir minha estadia em 2 lugares diferentes, de 22 à 23 de setembro em um lugar e de 24 à 28 em outro.

Bem, então hoje eu estaria hospedado em um quarto alugado no AirBNB, de uma moça gente finíssima, logo que cheguei me deu algumas dicas principalmente sobre o festival que era meu principal objetivo na cidade. Eram cerca de 11:00, fui dar uma volta ali por perto só para sentir um pouco do clima da cidade e adorei tudo. Andei pelas redondezas, tomei um café e resolvi arriscar uma visita ao barbeiro, algo que não tinha tanta certeza do que estava fazendo, pois mal falava inglês para comunicação básica, imagina explicar como cortar o cabelo.

Deu tudo certo, curti muito o que vi, e o clima da cidade era de muita ansiedade pela Oktoberfest que iniciava hoje, e em todos os lugares as pessoas vestiam as roupas típicas do evento, homens trajando o “Lederhosen” e as mulheres com a “Dirndl”.

Depois do passeio fui me preparar para conhecer essa festa histórica, foi só o tempo de voltar pro apartamento, tomar banho e pegar o metrô.

Aqui vai outra observação de acordo com o que percebi em 5 dias de festa. O evento vai de 9:00 às 23:00, e me parece que a galera escolhe um período do dia para frequentar o evento, consegui identificar mais ou menos 3 períodos. Um que vai logo cedo e fica de 9:00 às 14:00 mais ou menos, outro que vai depois do almoço e fica até umas 18 e o outro grupo que chega por volta das 17 e fica até fechar tudo. Não tem divisão por idade é vi pessoas de todas as faixas etárias e sexo curtindo, dançando, bebendo, vomitando e passando mal no evento. Como tinham turmas que iam em horários diferentes, então eu estava chegando por volta das 17:00 e já tinha gente estragada por estar bebendo desde muito cedo. E acredite, aquela caneca de um litro é do mau.

Feita esta análise, voltemos ao meu “batizado”. Cheguei por volta das 16:00 e fiquei FAS-CI-NA-DO ou IM-PRES-SIO-NA-DO. O local é sensacional, gigantesco, muito difícil descrever, e como marinheiro de primeira viagem, não tinha noção do que fazer e pra onde ir. Saí andando em direção ao galpão da Paulaner, achei que era a mais famosa e a melhor. Engano meu, uma dificuldade enorme para entrar, fiquei mais de uma hora numa bagunça com empurra-empurra e quando entrei estava quase impossível de pegar cerveja. Dei uma volta e saí em direção ao galpão da HB, ohhhhhhh maravilha. Ali sim, o dia inteiro valeu à pena. Dei muita sorte, não tinha fila, entrei e logo conheci uma das garçonetes, a Sabrina, simpaticíssima, servia um canecão sempre que eu pedia.

Era uma festa sem fim, pessoas de todas as nacionalidades misturadas numa festa perfeita, e claro, brasileiro tinha aos montes. Mais uma dica: sempre terão brasileiros por tudo que é lado, junte-se a eles, fica fácil identificar, brasileiro adora usar camisa da seleção brasileira ou de time. Um dia você encontra eles e outro dia você vai com camisa e eles te encontram.

Fiquei emocionado, e sem condição nenhuma de descrever essa experiência, voltei acabado ao apartamento precisando urgentemente dormir ainda mais que no outro dia prometia outra experiência interessante, a visita à Dachau, o primeiro campo de concentração construído pelo Hitler. Precisava uma preparação, o psicológico não sabia o que esperar.

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