Dia 22 - 20/09/2018
Dia da semana: quinta-feira
Local: Florenville/Bélgica
Hospedagem: Hotel Le Nid d'Izel Gaumme-Ardenne
Lugares obrigatórios: Mosteiro Trapista Orval

Enfim chegou o grande dia, a visita ao último mosteiro trapista, o fabricante da cerveja Orval. Não tenho palavras pra descrever a emoção que seria chegar a este lugar, ele era simplesmente a conclusão da saga dos mosteiros cervejeiros que se tornou o principal objetivo desta viagem. Um planejamento de mais de 2 anos, que se baseou principalmente em ir nessas sete abadias que fabricam as melhores cervejas do mundo, estaria se concretizando neste dia.

O dia iniciou da mesma forma que as últimas 3 manhãs, acordei cedo em Dinant, uma cidade que merece uma outra visita futuramente, peguei o carro e parti rumo à Florenville, uma cidadezinha bem ao sudeste da Bélgica quase divisa com a França. E aqui novamente, parece repetitivo, mas foi uma viagem extremamente tranquila de cerca de 100 km, passando por muita natureza, estradas vazias e pequenas cidades em estilo medieval. A medida que vai se aproximando da cidade menos movimento na estrada, sendo muito fácil fazer uma parada para tirar fotos e curtir um pouco a paisagem.

Tinha como plano ir direto ao mosteiro e depois pro hotel. Chegando no destino fiquei impressionado, não entendi nada, o estacionamento lotado, muito movimento, e não sabia de onde vinha tanta gente e carro se 2 km antes não tinha ninguém na estrada. O restaurante está localizado antes do mosteiro, então resolvi visitar a parte espiritual primeiro, que seria rapidinho, e depois partir para a degustação. Me enganei, este mosteiro foi o único que consegui entrar e fazer um tour, interessantíssimo, até para mim que não sou muito ligado às questões religiosas. Tem a opção de um passeio pago, que você faz livre, sem guia, somente com um mapa indicando os pontos a serem conhecidos. Essa área de visitantes é separada do espaço interno, onde são realizadas as atividades dos monges, e pelo que me pareceu também tem acesso pessoas que fizeram reserva para participarem destas atividades.

Após seguir o breve roteiro do mapa, para fechar com chave de ouro fui ao restaurante degustar a cerveja deles, que tem somente um rótulo, e aproveitar para almoçar. Enquanto aproveitava esta refeição fui fazendo um retrospecto da viagem, e aos poucos crendo no que estava acontecendo, um baita sentimento de missão cumprida, naquele momento estava bebendo uma Orval e pensando que estava degustando a cerveja do 7º mosteiro cervejeiro.

Terminando a “última figurinha do álbum” fui pro hotel. E claro, deixei as coisas no quarto e fui procurar um transporte pro centro da cidade, beber mais algumas cervejas. Passei em três bares(Cap.56, Albert 1er e Le Gavroche), tomando 2 cervejas em cada um, iniciando obviamente pela repetição de uma Orval. Neste dia tomei a única cerveja da viagem que não gostei, a Gen Goulf, não sei explicar, senti muito gosto do malte, algo muito doce, enjoativa...mas isso não foi a única coisa negativa do dia, ainda estava por vir uma das situações que mais me amedrontou na viagem.

Estava naquela empolgação de beber de bar em bar, como dizem algumas músicas, e quando percebi que já eram 19:00 fui verificar qual o horário do próximo ônibus, e pra minha surpresa era às 07:00 do dia seguinte. Que maravilha, eu sem ônibus em uma cidade que o idioma oficial é o francês e quase ninguém fala inglês. Mas nada que deixe alguém em desespero, pois pra isso tem o google tradutor, que aí sim resolveu o problema....não, agora fiquei desesperado, pois assim entendi que além de não ter ônibus, também não tinha táxi.

Fui a uma pizzaria ao lado onde só falavam italiano, pedi uma pizza e também ajuda para ver se conseguia um táxi, e nada, simplesmente não tinha transporte pra eu voltar pro hotel. Solução: olhar no google maps a distância para fazer o caminho a pé, 5 kms, em cerca de 1 hora de caminhada, nada tão ruim, isso se fosse por uma rua asfaltada com postes de luz, mas não, a rota era pelo mato em estrada de terra somente com a luz da lua, passando por algumas fazendas e as vezes entre árvores no meio do nada. Esta experiência está bem ilustrada na foto e vídeo abaixo:

“O que não tem remédio, remediado está”. Já tinha uma pizza, passei num mercadinho comprei 3 cervejas e iniciei a maratona rumo ao hotel. Chegando todo suado, com bolha no pé, nada melhor que tomar banho, trocar a roupa, sentar numa poltrona, colocar o pé pra cima, comer uma pizza e mandar ver numa degustação com uma Leffe, uma Duvel e uma Chimay. Depois só deitar e curtir um sono maravilhoso.

This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now