Dia 12 - 10/09/2018
Dia da semana: segunda-feira
Local: Antuérpia/Bélgica
Hospedagem: Century Hotel Antwerpen Centrum
Lugares obrigatórios: Mosteiro Trapista Westmalle
e bar Kulminator

Antes de iniciar a narrativa deste dia, vou esclarecer alguns pontos que nutriam a expectativa dos próximos. Conforme citado na INTRODUÇÃO um dos motivos da viagem era visitar os 7 mosteiros trapistas cervejeiros na Bélgica e Holanda. Muitos conhecedores do assunto classificam essas cervejas entre as melhores do mundo.

Para maiores explicações sobre mosteiros que fabricam cerveja, deixo o link abaixo:

https://www.homemcerveja.com.br/cerveja-trapista-a-cerveja-dos-monges/

Agora sim, vamos ao detalhamento do dia, e este era especial, com dois lugares obrigatórios a serem visitados: um mosteiro trapista, da Westmalle, e um bar único no mundo, o Kulminator, ambos na Antuérpia.

Até agora todas as viagens tinham sido de avião(Brasil>>Lisboa/Lisboa>>Praga/Praga>>Bruxelas), enfim iniciariam as viagens de trem. Tudo seria mais difícil sem os serviços do Google, então deixo aqui novamente meus agradecimentos, principalmente pelo Google Maps.

Acordei cedo em Bruxelas, chamei meu uber e fui para a estação Central, uma alternativa seria a estação Norte. Montei meu roteiro para ir dificultando aos poucos, e foi mais ou menos desse jeito, essa primeira viagem era dentro do mesmo país e tinha cerca de 45 minutos de duração, muito simples e rápida, aos poucos as viagens iam ficando mais longas e trocando de países. Peguei o trem em Bruxelas e desci na estação central da Antuérpia, chegando lá tive uma ótima surpresa, meu hotel ficava do outro lado da rua, menos de 100 metros da saída da estação.

Pra variar cheguei bem antes do checkin, deixei a mala na recepção e fui conhecer o mosteiro da Westmalle.

Para fazer essa visita, o itinerário foi bem tranquilo, andei à pé cerca de 400 metros do hotel até a Centraal Station Perron 1, dali peguei o ônibus 410 até a parada Westmalle Abdij, bem em frente ao restaurante do mosteiro, o Café Trappisten. Ainda eram cerca de meio-dia, e antes de entrar no restaurante, que ficava na beira da estrada, fui dar uma volta no mosteiro, um local bem tranquilo, ambiente bem de fazenda mesmo, com vacas pastando, tratores, fábrica de queijos, pães, e cervejas.

Após uma ótima caminhada, voltei ao restaurante e fiz uma refeição SEN-SA-CIO-NAL. Tomei uma taça de cada cerveja Westmalle e comi um prato chamado “Macaroni with ham and trappist cheese”, o qual indico de olho fechado, é simplesmente uma delícia. Essa é uma visita obrigatória, não somente para cervejeiros, mas para qualquer pessoa que aprecie uma boa refeição e uma cerveja fora do comum.

Para voltar aguardei do outro lado da pista e fiz exatamente o caminho contrário, ônibus linha 410, parei na Centraal Station Perron 1 e caminhei 400 metros até o hotel.

Depois de um banho e uma roupa limpa, estava preparado para conhecer um bar ao qual não aguentava mais de ansiedade. Tudo que li na internet só trazia elogios e bons comentários, então acessei meu google maps e fiz uma caminhada de 1,5 km até uma rua escura, parecendo que ali estava tudo fechado, mas penso que o objetivo é esse. O Kulminator não é um bar como todos os outros, os donos são um casal de velhinhos que moram ali, e pretendem manter um ambiente calmo, com uma música relaxante, pouca gente e que gosta de apreciar uma boa cerveja, sem bagunça e gritaria. Ops, sem bagunça dos clientes, mas o local parece casa de vó, então a bagunça deles pode e os gatos da casa tem carta branca para andar onde quiserem, emcima das mesas, do balcão e no colo dos dois velhinhos.

O Dirk é o dono, um sommelier, que conhece cerveja do mundo todo e com certeza um dos maiores desbravadores dessa cultura.

A esposa, uma senhora que lembra aquelas avós que estragam os netos, tipo Dona Benta, é responsável por servir as mesas. Ah, uma curiosidade, se ela estiver lendo ou estudando, é bem provável ser algo relacionado à nossa gramática, sim ela estuda português.

Já havia lido na internet que eles adoram o Brasil, e fui com a camisa da seleção. Chegando lá, mais uma surpresa, tinha uma camisa do Brasil pendurada no teto com o nome do dono. Fui muito bem atendido, tive muitas dicas de cervejas com o Dirk e bebi algumas raridades, inclusive uma com mais de 30 anos.

Ainda bem que o bar fechou por volta de meia noite e voltei feliz da vida para o hotel, e dormiria satisfeitíssimo. Fica aqui a dica de uma visita obrigatória a todos que visitarem a Antuérpia, e aqui deixo o instagran deles para quem tiver curiosidade: Kulminator ( friends ).

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